quinta-feira, 13 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
LIVRO RECOMENDADO - 17/5 a 03/6 de 2013
Agrupamento de Escolas de
Cabeceiras de Basto
Escola Básica de Arco de
Baúlhe
Proposta de leitura para a quinzena de 17 de maio a 03 de junho
As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis:
Para quem ama boas
histórias
Há muitos anos, fiz algo de que me
orgulho muito e de que me não orgulho coisa nenhuma: roubei um livro. Eu sei
que roubar é feio, que roubar é errado, que roubar é indigno. Nem a desculpa
de, à época, eu ter apenas uns oito ou nove anos, é desculpa que se diga. Mas o
livro chamava-se As Pupilas do Senhor
Reitor, tinha uma capa bonita que sugeria histórias interessantes, ricas,
coloridas, aquele quiosque da Rua da Sofia (em Coimbra) era pouco vigiado – e
eu, enfim, Deus me perdoe, roubei aquele romance.
A proeza custou-me, nem dez minutos
depois, um valente tabefe da minha mãe e a ameaça de que, em regressando à
baixa coimbrinha, haveria de devolver o livro, sofrendo a vergonha provável das
testemunhas que ali houvesse. Nunca o devolvi. Fiquei, digamos assim, em
dívida.
O tempo, paciente, passou.
Li esse livro roubado com o prazer
que só as experiências mais lindas e queridas podem provocar. Descobri que
Júlio Dinis era (e é) um dos melhores contadores de histórias da nossa
literatura. Não do século XIX, atenção. De sempre!
Fiquei tão apaixonado pela sua
prosa que, à medida que tinha dinheiro e oportunidade, dei por mim a comprar
tudo quanto o autor escrevera. E que pena foi ele ter morrido tão jovem (com
cerca de 30 anos) – tanto que decerto ainda teria escrito, para eu ler, para nós
lermos!
Sabei que o primeiro romance que
Júlio Dinis escreveu não foi As Pupilas
do Senhor Reitor. Foi um outro intitulado Uma Família Inglesa. Mas ele quis publicar, em primeiro lugar, As
Pupilas. Teve, digo eu, a clara noção de que, no panorama literário português,
era com esse romance que impressionaria o público leitor. Tratou-se, digamos
assim, de um “cartão de visita” que fabricou e apresentou ao seu mundo, à sua
época. Algo como isto: “Olá. Chamo-me
Júlio Dinis. Escrevo assim… Gostam?”
No romance, a história fundamental
passa-se no campo (talvez na região do Minho). Tudo começa com a vocação de
Daniel para os estudos e para os amores. Depois, através da pena genial do
escritor, temos numerosos episódios ora divertidos, ora dramáticos: namoros,
discussões, anedotas, passeios, uma desfolhada, alguns conflitos, doces reencontros.
Página a página, há um Portugal
colorido e vivíssimo que, ao ritmo apaixonado da leitura, nos entra olhos e
alma adentro. Nunca talvez o mundo rural foi tão humanamente contado e mostrado
como nos contos e, sobretudo, nos romances de Júlio Dinis.
Não por acaso, cerca de 35 anos
depois do roubo que acima recordei, eu defendi uma tese de doutoramento, na
área da Literatura Portuguesa – e chamei-lhe “Acção, Cenas e Personagens na Narrativa
Dinisiana: As Pupilas do Senhor Escritor”. Foi a minha forma de pagar aquela
dívida antiga.
Garantia: vale muito a pena ler
este romance. Não é só para quem goste da maravilhosa magia de uma boa
narrativa. É também, ainda, para quem (como eu) gosta da ideia – imaginária ou
real – de um mundo simples e belo, em que as pessoas vivem simplesmente,
formosamente, naturalmente. Como, lá bem no fundo, todos nós gostaríamos de
viver.
Arco de Baúlhe, 17 de maio de 2013.
Joaquim Jorge Carvalho
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Livro da Quinzena - O Cometa na Terra dos Mumins
Quando na floresta
começaram a aparecer desenhos misteriosos de uma estrela com cauda, o
Mumintroll viu que era uma aviso. Por isso partiu com o Sniff, procurando saber
se estava mesmo para chegar umj cometa que destruiria a Terra. Pelo caminho
tiveram grandes aventuras e conheceram pessoas muito interessantes. E o mundo
foi mesmo destruído?
terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
História de um gato e de um rato que se tornaram amigos - Aquisição Bibliarco
História de um gato e de um rato que se tornaram amigos, de Luis Sepúlveda, é um livro sobre o verdadeiro valor da amizade, com preciosas ilustrações de Paulo Galindro. Baseado num episódio da vida de um dos filhos do autor, História de um gato e de um rato que se tornaram amigos é uma fábula que promete agradar a crianças e adultos, à semelhança de História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, o seu livro mais conhecido em Portugal.
SINOPSE
Max vive em Munique com os seus pais e irmãos - e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Amigos desde a infância, quando Max cresce e decide mudar de casa, leva Mix consigo. Mix adora viver no novo apartamento. Mas quando Max começa a trabalhar e não pode estar tanto tempo em casa, Mix, que está a envelhecer e a perder a visão, sente-se cada vez mais sozinho.
Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.
Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.
O AUTOR
Informação retirada de:
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Livro da Quinzena - A Ecologia Explicada aos Jovens... e aos Outros
Este livro, de José Jorge Letria, proporciona ao leitor, através do diálogo
entre um pai e um filho, suficiente matéria de reflexão e de informação que
dinamize um bom debate quer em casa quer na escola.
Por outro lado, trata-se de um livro que pretende
provocar nos jovens o respeito pela Natureza e pelo equilíbrio ambiental. É,
acima de tudo, um convite à reflexão e também à acção em defesa de tudo quanto
pode contribuir para manter esse equilíbrio.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Concurso Nacional Kit do Mar - Lista de Prémios
Caros Amigos
É com grande prazer que anunciamos a lista de prémios para a edição deste ano do Concurso Nacional Kit do Mar.
Falta menos de uma semana para atingirmos a data-limite de envio de trabalhos. Têm até 19 de abril (6ª feira) para submeterem o vosso trabalho através do preenchimento do formulário de inscrição no nosso site (http://kitdomar.emepc.pt/ concurso/formulario-de- inscricao/). Não deixem passar esta oportunidade!
Tenham particular cuidado em enviar-nos ficheiros nos formatos referidos na ficha de inscrição (.doc, .docx, .pdf ou .zip ). Se não vos aparecer uma mensagem a confirmar o envio do trabalho, é porque o mesmo não foi submetido. Não hesitem em contactar-nos em caso de dúvida ou de algum problema.
Com os melhores cumprimentos,
Equipa Kit do Mar - Siga o nosso projeto educativo em:
segunda-feira, 15 de abril de 2013
LIVRO RECOMENDADO - 12/4 a 26/4 de 2013
Agrupamento
de Escolas de Cabeceiras de Basto
Escola
Básica de Arco de Baúlhe
Biblioteca
Quinzena de 12 de abril a 26 de abril
ELOGIO
DO DICIONÁRIO
Eu gosto de
dicionários.
Mais do que todos,
gosto do Dicionário de Língua Portuguesa. Habituei-me, desde muito novo, a
consultá-lo, a confiar no que ele me dissesse, a colher nele a sabedoria que
normalmente só encontramos em pessoas muito velhinhas e muito inteligentes.
Bem sei, hoje há - na
internet - o Google e outros motores
de busca. Mas não é a mesma coisa. O meu Dicionário-livro tem um ritmo adequado
às minhas dúvidas e à minha curiosidade. Não está dependente da eletricidade,
do alcance de rede, da meteorologia, de tarifário & saldo, da eventual
existência de pirataria informática ou erros de informação. Bato à porta da sua
sabedoria, entro nele com olhos, dedos, cérebro – e beneficio sempre da sua luz
como uma planta do sol.
Encanta-me a
possibilidade de conhecer o sentido de algumas palavras em que, leitura a
leitura, vou tropeçando no meu quotidiano leitor. E também me acontece, por
acaso, enquanto ando à procura do significado de certos vocábulos, descobrir
novos termos, que depois utilizo gulosamente, adequadamente, orgulhosamente.
Por exemplo, gostei
muito de saber que havia uma palavra para dizer alma grande (bondosa, generosa,
amável): longanimidade. Ou que obsoleto quer dizer ultrapassado, fora
de moda, inútil (e que o nome certo relacionado com esse adjectivo é obsolescência).
Comoveu-me a ideia de
que tristeza já foi (e ainda é, se
quisermos) tristura. Que beleza também se pode dizer pulcritude. E que há outros preciosos
substantivos (nomes) terminados em ude:
atitude, beatitude, similitude,
plenitude, completude.
Desconhecer palavras é
um pouco como andar perdido no universo da linguagem. O Dicionário é uma luz,
uma saída segura e certa. Também é, de certo modo, uma espécie de oxigénio da
comunicação: conhecemos mais palavras, respiramos melhor. Vamos mais longe,
mais alto, mais fundo, porque temos fôlego para tal.
É muito bela a minha,
nossa Língua Portuguesa. Digo bela,
mas poderia igualmente dizer linda,
ou formosa, ou melodiosa, ou até amada.
O Dicionário oferece-me mil adjetivos para exprimir o meu amor e a minha
admiração. (Mil adjetivos é uma hipérbole. Hipérbole
é um recurso estilístico que consiste numa forma de exagero retórico. Sei isto
porque, há muito tempo, consultei o Dicionário e aprendi.)
O Dicionário é meu
Amigo com maiúscula. Amigo ínclito. Ínclito
significa ilustre e celebrado. Se não acreditas, vai ao Dicionário.
Cabeceiras de
Basto, 12 de abril de 2013.
Joaquim Jorge
Carvalho
Subscrever:
Mensagens (Atom)









